O medo da tolerância à dor é o que nos aflige,
Aflige a todos o sentimento do perdão sem perdão,
Aflige a todos o real imaginário,
Aflige a todos a luta sem luta, sem dor, sem medo,
O medo da quietude quando tudo está confuso,
O medo do medo sem medo,
O medo da faca que invade as nossas entranhas,
O medo da mediocridade medíocre,
Tenho medo de olhar para trás e questionar
Onde estava o meu medo quando precisei?
Tenho medo de duvidar da minha existência profana
Quando tenho medo de dizer que minto dizendo a verdade,
Para quem?
Para ELE?
Tenho medo de suportar a dor sem dor;
É...
O medo de tolerância à dor é o que nos aflige,
Mas tenho medo da minha sobriedade quando não estou sóbrio,
Aflige a todos e a mim a luta sem luta, sem dor, sem medo,
Aflige a todos o real imaginário,
Aflige a todos o sentimento do perdão sem perdão,
Será que eu existo?
Cartesiano demais?
Tenho medo de duvidar quando divago,
Tenho medo de divagar,
Tenho medo de ter medo,
Tenho medo quando minto dizendo a verdade,
Para quem?
Para ELE?
Tenho medo deste looping infinito;
É...
Tenho medo de ter medo,
Tenho medo de terminar estas palavras e não terminar
E
Finalmente não terei medo
De ter medo
E
Terei medo de morrer negando a minha medíocre existência, mesmo que medíocre,
E ajoelhar diante DELE e dizer:
Não tive medo, pois estou mentindo dizendo a verdade.
terça-feira, 21 de junho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
NOVA ERA
Começa uma nova era,
A crença e os mitos não coincidem neste correr pavoroso,
Tenho medo e ele me acompanha nesta marcha,
Caminho solitário nesta trilha sem fim e sem luz,
Onde estou a entrar?
Nos domínios do medo e do desespero da vicissitude?
Abarco mais esta atra concentração momentânea
E
Percebo diante da impossibilidade e da impassibilidade dos destinos diversos
Que
Sou mais uma entidade com a medíocre meditação da existência e da dor;
Cavaleiros, de sangue real,
Poderiam me socorrer como socorrem a um irmão?
Não sei,
Lamento que seja tarde demais para lamúrias;
Lamento que seja tarde demais para castidades sem fins,
Lamento que seja tarde demais para labores, em demasia, dolorosos;
O que faço, senão cavalgar nesta nova era
Que se começa,
Tenho medo e sinto dor,
Mas
Como percebo que sou mais uma entidade com a medíocre meditação da existência e da dor,
Ganho o perdão da eternidade,
E
Assim engano-me.
Começa-se uma nova era?
Crédito da imagem:
http://el-pendragon.blogspot.com/2010/10/caminho-sem-fim.html
A crença e os mitos não coincidem neste correr pavoroso,
Tenho medo e ele me acompanha nesta marcha,
Caminho solitário nesta trilha sem fim e sem luz,
Onde estou a entrar?
Nos domínios do medo e do desespero da vicissitude?
Abarco mais esta atra concentração momentânea
E
Percebo diante da impossibilidade e da impassibilidade dos destinos diversos
Que
Sou mais uma entidade com a medíocre meditação da existência e da dor;
Cavaleiros, de sangue real,
Poderiam me socorrer como socorrem a um irmão?
Não sei,

Lamento que seja tarde demais para lamúrias;
Lamento que seja tarde demais para castidades sem fins,
Lamento que seja tarde demais para labores, em demasia, dolorosos;
O que faço, senão cavalgar nesta nova era
Que se começa,
Tenho medo e sinto dor,
Mas
Como percebo que sou mais uma entidade com a medíocre meditação da existência e da dor,
Ganho o perdão da eternidade,
E
Assim engano-me.
Começa-se uma nova era?
Crédito da imagem:
http://el-pendragon.blogspot.com/2010/10/caminho-sem-fim.html
sábado, 4 de dezembro de 2010
As conjecturas
A conjectura soberba e fugaz domina qualquer entidade;
Não poderemos nos ajoelhar diante Dele
E dizer: fiz porque me mandaram, fiz porque me fizeram fazer;
Mas como? Se a alma, mesmo que errante,
Pertence a si mesma e não a ninguém mais?
A voz que ecoa dentro de ti
Nada mais é do que o Gênio Maligno que te atormenta,
Obriga-te a lamuriar e a sobrepujar,
Nada mais importa senão a velha rotina mundana,
Perdida,
Medíocre;
Nada mais importa senão o livre arbítrio
Que
Não é tão livre assim.
Sim,
A voz te obriga a conjecturar,
A voz te obriga a suportar tantas e tantas lágrimas
Que
Rolam-se no semblante vazio,
A voz te obriga a ouvir o tilintar dos tic – tacs
Daquele velho relógio que dependurado, e à espreita,
Observa com a sua face alheia o dilatar dos vasos nervosos;
Com a face voltada para a Lua,
Cheia,
Cavalgo nesta aventura que é o de respirar;
Ao meu lado um fóton,
Que ao atirar-se na brecha da colina,
Desapareceu;
Agora,
Chegada a minha hora,
Nada mais faço senão ajoelhar-me diante de Ti
E
Dizer: fiz porque me mandaram, fiz porque me fizeram fazer,
Nada me resta senão conjecturar
E
Perceber que nada mais fiz e nada mais sei do que ser um perdido espaço vazio.
Não poderemos nos ajoelhar diante Dele
E dizer: fiz porque me mandaram, fiz porque me fizeram fazer;
Mas como? Se a alma, mesmo que errante,
Pertence a si mesma e não a ninguém mais?
A voz que ecoa dentro de ti
Nada mais é do que o Gênio Maligno que te atormenta,
Obriga-te a lamuriar e a sobrepujar,
Nada mais importa senão a velha rotina mundana,
Perdida,
Medíocre;
Nada mais importa senão o livre arbítrio
Que
Não é tão livre assim.
Sim,
A voz te obriga a conjecturar,
A voz te obriga a suportar tantas e tantas lágrimas
Que
Rolam-se no semblante vazio,
A voz te obriga a ouvir o tilintar dos tic – tacs
Daquele velho relógio que dependurado, e à espreita,
Observa com a sua face alheia o dilatar dos vasos nervosos;
Com a face voltada para a Lua,
Cheia,
Cavalgo nesta aventura que é o de respirar;
Ao meu lado um fóton,
Que ao atirar-se na brecha da colina,
Desapareceu;
Agora,
Chegada a minha hora,
Nada mais faço senão ajoelhar-me diante de Ti
E
Dizer: fiz porque me mandaram, fiz porque me fizeram fazer,
Nada me resta senão conjecturar
E
Perceber que nada mais fiz e nada mais sei do que ser um perdido espaço vazio.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Sem Título
Toma!
te entrego esta flor,
me serve um palito de fósforo com o qual acendo um cigarro;
Por que você observa a ponta que se queima?
O tic-tac do relógio e o som das lágrimas que se rolam de seus olhos
brincam com o esvoaçar da fumaça;
De repente o medo invade o meu corpo;
Em vão tento me ajoelhar,
pedir súplicas desesperadas
para aquela que me levará;
Mas, calada, chegou num silêncio medonho,
E, agora,
sorri enquanto chora,
e à espreita observa-me sentir o ultimo calor
fazer o seu papel;
sinto-me bem;
Mas acordo e volto a observar esta flor,
em suas mãos;
Ela me espera,
paciente,
sorridente,
chorosa;
Com o cuco a despertar,
te entrego esta flor: Toma!
Porque é chegada a minha hora.
te entrego esta flor,
me serve um palito de fósforo com o qual acendo um cigarro;
Por que você observa a ponta que se queima?
O tic-tac do relógio e o som das lágrimas que se rolam de seus olhos
brincam com o esvoaçar da fumaça;
De repente o medo invade o meu corpo;
Em vão tento me ajoelhar,
pedir súplicas desesperadas
para aquela que me levará;
Mas, calada, chegou num silêncio medonho,
E, agora,
sorri enquanto chora,
e à espreita observa-me sentir o ultimo calor
fazer o seu papel;
sinto-me bem;
Mas acordo e volto a observar esta flor,
em suas mãos;
Ela me espera,
paciente,
sorridente,
chorosa;
Com o cuco a despertar,
te entrego esta flor: Toma!
Porque é chegada a minha hora.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Rapsódia sobre o tema de “Invictus”*
Nos caminhos errantes da alma,
Soergue-se uma força oculta que abate e fere,
Gravemente,
A alma dos homens;
Sentem-se impelidos a buscar a comodidade
E a luxúria do apoio, aparentemente desconexo,
Daqueles que fortes proclamam-se;
Reinvidicam o poder do ultimo gole de vinho, mas,
No entanto, apunhalam-se, engalfinham-se mais.
Tudo está perdido como a saída inexistente do poço seco,
Sem água,
Gradativamente os homens sentem-se pequenos,
Esmagados, dilacerados;
Não compreendem que o fim, em sua ânsia,
Espreita-os com um leve sorriso.
O grande poder proclamado observa,
Com grande serenidade,
O amargo sangue escorrer pelas narinas;
A energia esvai-se, o paradigma é destruído,
Os joelhos no chão.
O gosto da perda torna-se mais intenso,
E agora, o fim está próximo;
As cabeças, chocalhos,
Os corpos, carnes dilaceradas,
As almas, errantes,
O fim, próximo, mas digno;
Minimamente restam-lhes alguns segundos.
Como a luzes que se acendem,
Como a energia que volta,
Levantam-se e finalmente percebem,
Apesar de tudo,
O “mundus invictus” que carregam dentro de si e
De como podem sim proclamar:
Sim, nós podemos,
Sim, nós somos capitães de nossas almas.
*Poema “Invictus” de William Ernest Henley, escrita em 1875 e primeiramente publicado em 1888. Ele foi escrito quando Henley estava internado e acamado num hospital.
Nos caminhos errantes da alma,
Soergue-se uma força oculta que abate e fere,
Gravemente,
A alma dos homens;
Sentem-se impelidos a buscar a comodidade
E a luxúria do apoio, aparentemente desconexo,
Daqueles que fortes proclamam-se;
Reinvidicam o poder do ultimo gole de vinho, mas,
No entanto, apunhalam-se, engalfinham-se mais.
Tudo está perdido como a saída inexistente do poço seco,
Sem água,
Gradativamente os homens sentem-se pequenos,
Esmagados, dilacerados;
Não compreendem que o fim, em sua ânsia,
Espreita-os com um leve sorriso.
O grande poder proclamado observa,
Com grande serenidade,
O amargo sangue escorrer pelas narinas;
A energia esvai-se, o paradigma é destruído,
Os joelhos no chão.
O gosto da perda torna-se mais intenso,
E agora, o fim está próximo;
As cabeças, chocalhos,
Os corpos, carnes dilaceradas,
As almas, errantes,
O fim, próximo, mas digno;
Minimamente restam-lhes alguns segundos.
Como a luzes que se acendem,
Como a energia que volta,
Levantam-se e finalmente percebem,
Apesar de tudo,
O “mundus invictus” que carregam dentro de si e
De como podem sim proclamar:
Sim, nós podemos,
Sim, nós somos capitães de nossas almas.
*Poema “Invictus” de William Ernest Henley, escrita em 1875 e primeiramente publicado em 1888. Ele foi escrito quando Henley estava internado e acamado num hospital.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Os Fantasmas
Os Fantasmas estão à solta,
Brincam, dilaceram, perduram-se por um longo tempo;
Pergunta-se se algo aconteceu no caminho para o céu e,
Unissonamente reagem, indignados,
Nada mais fazem se não a de reivindicar os seus direitos;
Uma voz ecoada ao longe provoca ressonâncias,
Pouco a pouco, somos solidários com o grito,
Que
Escapa-se da boca de um fantasma;
Os ossos, repentinamente, chocalham-se,
E
O que podemos perceber é que somos um saco de retalhos
Que se passa despercebido;
Morri,
E de agora em diante estarei mais próximo de mim mesmo,
De agora em diante poderei escrever versos
Sem a mínima pretensão de contentar os outros
Ou
De assombrar a minha alma;
Estou com ela agora, a minha alma;
De agora em diante viverei a morte,
De agora em diante poderei ouvir as reivindicações
Dos fantasmas,
Pois
Na ultima instância provocaram uma ressonância tão intensa,
Tão intensa
Que
Pudemos captar as ondas que a provocaram;
Os fantasmas,
Sou um deles;
Não, não, não.
Acordo e percebo que tudo foi um sonho,
Tudo não passou de uma medonha fúria,
Mas percebo assombrado que eles não existem,
Não estão à solta,
Não brincam,
Não dilaceram,
Na verdade estão dentro de nós,
E nestes ultimos versos percebo que são eles que nos fazem crer que o pó reinvidica o pó.
Brincam, dilaceram, perduram-se por um longo tempo;
Pergunta-se se algo aconteceu no caminho para o céu e,
Unissonamente reagem, indignados,
Nada mais fazem se não a de reivindicar os seus direitos;
Uma voz ecoada ao longe provoca ressonâncias,
Pouco a pouco, somos solidários com o grito,
Que
Escapa-se da boca de um fantasma;
Os ossos, repentinamente, chocalham-se,
E
O que podemos perceber é que somos um saco de retalhos
Que se passa despercebido;
Morri,
E de agora em diante estarei mais próximo de mim mesmo,
De agora em diante poderei escrever versos
Sem a mínima pretensão de contentar os outros
Ou
De assombrar a minha alma;
Estou com ela agora, a minha alma;
De agora em diante viverei a morte,
De agora em diante poderei ouvir as reivindicações
Dos fantasmas,
Pois
Na ultima instância provocaram uma ressonância tão intensa,
Tão intensa
Que
Pudemos captar as ondas que a provocaram;
Os fantasmas,
Sou um deles;
Não, não, não.
Acordo e percebo que tudo foi um sonho,
Tudo não passou de uma medonha fúria,
Mas percebo assombrado que eles não existem,
Não estão à solta,
Não brincam,
Não dilaceram,
Na verdade estão dentro de nós,
E nestes ultimos versos percebo que são eles que nos fazem crer que o pó reinvidica o pó.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
A Tempestade
O som agudo dos relâmpagos,
A luz grave dos trovões,
Tudo se aproxima, silenciosamente,
As nuvens escuras, em geral,
E as coloridas que se deslocam mais à direita,
Anunciam a chegada da tempestade,
Ao fundo, podemos ver a clareza do horizonte,
Pouco a pouco as primeiras gotas de água caem, timidamente;
O vento, esse colosso de massa de ar, traz consigo muitas folhas das árvores secas
Que
Dançam conforme se sopram, incansavelmente,
Os mecanismos secretos da Mãe Natureza;
Nefastamente se segue o espetáculo,
As gotas, agora, são grossas, são pesadas, são arbitrárias,
Anoitece e o que se vê é apenas a escuridão
Que
Guarda, consigo os segredos das trilhas do meio da floresta;
Os animais se escondem,
As luzes dos casebres do campo piscam,
Finalmente, apagam-se e rendem-se aos mais fortes levantes elétricos,
Acabam-se tudo,
Afinal, é noite,
As pessoas dormem diante da impassibilidade de um punhado medíocre de mobílias;
A tempestade passa, acaba-se,
E o que se vê são pequenas luzes, ao horizonte,
Dos casebres,
Que vagarosamente se acendem novamente,
As pessoas sonham enquanto a grande dança das nuvens,
A grande dança dos ventos,
A grande dança assoprada dos mecanismos da Mãe Natureza
Procuram um novo palco,
E tudo se aquieta.
A luz grave dos trovões,
Tudo se aproxima, silenciosamente,
As nuvens escuras, em geral,
E as coloridas que se deslocam mais à direita,
Anunciam a chegada da tempestade,
Ao fundo, podemos ver a clareza do horizonte,
Pouco a pouco as primeiras gotas de água caem, timidamente;
O vento, esse colosso de massa de ar, traz consigo muitas folhas das árvores secas
Que
Dançam conforme se sopram, incansavelmente,
Os mecanismos secretos da Mãe Natureza;
Nefastamente se segue o espetáculo,
As gotas, agora, são grossas, são pesadas, são arbitrárias,
Anoitece e o que se vê é apenas a escuridão
Que
Guarda, consigo os segredos das trilhas do meio da floresta;
Os animais se escondem,
As luzes dos casebres do campo piscam,
Finalmente, apagam-se e rendem-se aos mais fortes levantes elétricos,
Acabam-se tudo,
Afinal, é noite,
As pessoas dormem diante da impassibilidade de um punhado medíocre de mobílias;
A tempestade passa, acaba-se,
E o que se vê são pequenas luzes, ao horizonte,
Dos casebres,
Que vagarosamente se acendem novamente,
As pessoas sonham enquanto a grande dança das nuvens,
A grande dança dos ventos,
A grande dança assoprada dos mecanismos da Mãe Natureza
Procuram um novo palco,
E tudo se aquieta.
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